sábado, 23 de maio de 2026

PORTO SOLIDÃO

Em algum lugar no passado, há um porto, Repleto de esqueletos dos velhos navios de guerra; Um monte de ferros retorcidos, Inúteis, entregues às águas do mar, o céu e a terra! Entre eles, cá estou! Minha presença, antes intimidante e imponente; Agora seria incômodo, apenas um monte de sucatas, À quem nunca me viu triunfar nas batalhas ardentes. Quimeras, se condenado estivesse, Saberia ao menos o quanto ainda me restava de clausura; Mas até mesmo isto, a história me nega! Apenas as estrelas e o céu, sabem de outrora, a minha bravura. Enquanto o tempo passa, Fragmentos me são arrancados; Espalhando-se às águas e areias, São como os fragmentos da história que nunca será contada. Existente, marcante, decisiva, De histórias reais, deixo apenas fragmentos; Perdidos na imensidão das águas, Soterrados nas areias dos tempos. Passarão gerações, Os oceanos, distantes ainda mais ficarão! Só jamais deixará de existir na vida, Um porto esquecido, chamado Solidão. José Gomes São Francisco de Itabapoana, RJ-Brasil.

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