sábado, 23 de maio de 2026

... É SEGREDO!

As vezes nas noites de céu estrelado, Eu fico olhando e me perguntando... Qual delas, qual delas é a sua morada? A saudade hoje já é um fogo morno, E as lágrimas, já não são de tristeza, Mas ainda assim, são persistentes. Aparecem junto com cada lembrança, Depois de cada sonho que tenho contigo! O tempo passou, já se aproximam 30 anos, Mas em lembranças, ainda sou aquele seu menino. Necessitado de todos os cuidados e atenção. A verdade é que eu só amadureci na casca, Por dentro eu nunca cresci, Acho que ainda esperando o seu ralhar ouvir... Menino, venha aquí! Gosto demais, quando visitas os meus sonhos, Sinto que me guardas em seu pensamento. E assim será, até um dia... Sem pressa, sem medo! Quando? - direi que não sei! É o nosso segredo! José Gomes São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil.

PORTO SOLIDÃO

Em algum lugar no passado, há um porto, Repleto de esqueletos dos velhos navios de guerra; Um monte de ferros retorcidos, Inúteis, entregues às águas do mar, o céu e a terra! Entre eles, cá estou! Minha presença, antes intimidante e imponente; Agora seria incômodo, apenas um monte de sucatas, À quem nunca me viu triunfar nas batalhas ardentes. Quimeras, se condenado estivesse, Saberia ao menos o quanto ainda me restava de clausura; Mas até mesmo isto, a história me nega! Apenas as estrelas e o céu, sabem de outrora, a minha bravura. Enquanto o tempo passa, Fragmentos me são arrancados; Espalhando-se às águas e areias, São como os fragmentos da história que nunca será contada. Existente, marcante, decisiva, De histórias reais, deixo apenas fragmentos; Perdidos na imensidão das águas, Soterrados nas areias dos tempos. Passarão gerações, Os oceanos, distantes ainda mais ficarão! Só jamais deixará de existir na vida, Um porto esquecido, chamado Solidão. José Gomes São Francisco de Itabapoana, RJ-Brasil.

ATÉ QUANDO?

Quando foi, o nosso encontro? O nosso primeiro beijo... Não foi por acaso, Foi puro desejo! E, desde então... Os meus olhos te buscam na...