Vem, disse-me o vento, ao passar por mim!
E, lá estava um pôr-do-sol, de arrancar suspiros!
E quando já estarrecido de ver os montes, a deter os últimos raios,
Outra vez; - vem!
E ao me virar, vi a lua, resplandecente, envolvendo tudo em prata!
Era lua cheia, em seu quarto dia...
Ela é bem assim:
É como o vento!
Sopra-me aos ouvidos, faz-me ver...
Mostra-me e me ensina tudo o que me enche de prazer!
Sem hora marcada...
De repente sopra!
E eu já paro tudo...
Só não paro o mundo,
Porque quero que tudo aconteça!
Que se repita quantas vezes anoiteça!
Quero ouvir-te soprar em meus ouvidos,
Quero que me mostre o paraíso!
Quero ouvir-te até que o seu sussurro converta-se em gemidos,
E após os montes, leve-me à ver um pôr-do-sol tão longo, de nunca acabar;
E que nossa noite, possa ser eterna,
Eternamente revestida de prata lunar.
Basta que me chame...
Vem, vem sonhar!
Vem como o vento,
Aos meus ouvidos soprar!
José Gomes
São Fran
cisco de Itabapoana RJ-Brasil.
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