quarta-feira, 17 de abril de 2013

NÃO JULGUES INSANO


Como julgas insano,
O cérebro que ordena os lábios que te beijam a boca,
Que ordena os braços que enlaçam o corpo teu,
Como podes assim julgar?
Como julgas sem temer?
Que um dia se envaideça e saia,
Em busca da cura em meio à rua,
E em meio às estradas se perca,
E num desvio se aparte da sua.
Sendo assim então a cura encontrada,
E não mais podereis julgar-me insano,
Nem jamais admitirás seu engano,
Pois a insanidade que se curou,
Saiu pela porta desse amor,
Que para sempre se fechou.


Gomes

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