Tempo, tempo!
Pôr quê me fazes assim?
Pôr quê, que há tanto tempo te pergunto,
E tu, te fazendo de sonso, ignora tudo de mim.
Parece nem saber...
Da minha sina, do meu sofrer,
Tempo, bendito tempo!
Às vezes tu passa tão de pressa que mal dá tempo de viver.
Já são tantas perguntas...
Algumas, já nem quero mais saber,
Já tem outras que te imploro....
Preciso saber, como vai você?
Tempo, bendito tempo, perverso!
Só por esta vez, me responde...
Onde mora a minha felicidade?
Só não me diga que é logo alí, onde o sol se esconde!
Tempo, não disfarça!
Eu bem sei que de pressa é que tu passa;
Mas em minha vida, já quase sem sentido,
Tu não poe nem tira, nem pago nem de graça!
Por último, sem vergonha, ainda te peço...
Vai com calma tempo!
Pois tudo que eu desejo, ainda vem...
Vem chegando ao sopro do vento.
Tempo, para, tempo!
É tudo que eu preciso...
Dá um tempo, tempo!
Só quero viver um pouco mais esse paraíso.
José Gomes
São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil.
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