sábado, 28 de fevereiro de 2026

O ÓDIO CEGA!

O ódio cega! 

Faz-me vagar à beira de abismos, 

Tropeçar nas pedras da estrada, 

Ver vultos no escuro, onde não há ninguém! 

Faz-me seguir, batendo a cabeça até mesmo nos galhos de pequenos arbustos,

Faz-me pequenino também! 


Abrir os olhos, seguir firme em frente! 

Desviar-me do abismo, das pedras e dos arbustos,

Árdua tarefa!

Simplesmente seguir...

Mas só assim, encontro o desapego da dor! 

Aquela que já parecia fazer parte do meu ser, 

O sedativo que mantinha-me preso, 

Privado do direito de ir e vir. 


Antes, prisioneiro...

Enclausurado no eu próprio! 

Agora liberto... 

Distante da penumbra carcerária! 

Olhos que vêem além, 

Além dos meus passos, antes limitados, sem chão! 

Agora em passos largos, seguindo uma nova e visível direção! 

Passos consecutivos, determinados, sem pausa temporária. 


Só agora, distante da penumbra, da cegueira, 

Vejo o que antes era imperceptível, 

O fardo pesado, que o ódio carrega! 

Nada além, nada se cria, nada cresce! 

Nada de bom surge, quando o ódio aparece! 

Sim, o ódio simplesmente cega! 


José Gomes 

São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

UM LINDO JARDIM DE AMOR

Enquanto você dormia, eu aqui, estava acordado!

Olhando as estrelas e pensando...

Na verdade, pensando ainda estou!

Pensado num jeito de atravessar todas as barreiras, 

Todos os obstáculos...

Só pra te cultivar um lindo jardim de amor.


Um jardim onde as rosas teriam o teu perfume,

As hortências, a sua sensibilidade,

Orquídeas mostrando a qualidade do ar...

No centro, um lindo girassol;

Pro seu bom dia, ao despertar! 


José Gomes

São Francisco de Itabapoana RJ/ Brasil.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

TALVEZ, NA PRÓXIMA ESTAÇÃO!

A vida vai passando, desenfreada!

Muitos com ela seguem,
Já outros, aterrorizados, até saltam,
Enquanto eu, perplexo, fico por quanto, sem entender nada!

A vida é mesmo como um trem!
O destino final é sempre o mesmo,
Só que muitos dos que estiveram conosco, as vezes descem sem nem avisar...
Enquanto outros, na mesma estação, sobem,
E assim seguimos por encontros e desencontros, um verdadeiro vai e vem!

As vezes, a paisagem parece se repetir!
As mesmas cenas; outro elenco...
O medo é a coragem são os mesmos,
Só uma nova indecisão; descer ou seguir?

Em cada nova estação, sou tentado... Mas acho que ainda não!
Ou talvez eu pare por um tempo, senão, de uma vez, pra ficar!
Talvez eu novamente tente!
Quem sabe, talvez, na próxima estação!!!

José Gomes
São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil.

domingo, 11 de janeiro de 2026

RESPOSTAS

                  (MINICONTO)

No começo, eram só uma velha ponte de madeira já corroída pelos desgastes naturais do tempo e um corpo com um belo rosto, cujo nome não me lembro, até o momento. 

Era para ti, um início, já pra eu, era recomeço. Até que a velha ponte de madeira, no momento de um forte vendaval, não resistiu e se repartiu em vários pedaços, nos separando... ouvindo a tua voz, sem que pudesse te ver. Não sabendo de ti, mas eu, fui às águas, que no momento estavam em sua fúria e arrastando um barco que, pro meu socorro talvez, passava arrastando uma longa e espessa corda, onde me agarrei e fui arrastado. De repente, tudo ficou turvo e não mais ouvi a tua voz! Recolhi-me através da corda, cheguei até o grande barco, exausto, deixei-me ser conduzido, num barco, tão perdido quanto eu, naquele momento. Algum tempo depois, de repente um choque! Era a quilha rasgando as areias e aportando ao desconhecido. Na verdade nem tão desconhecido, apenas um lugar que agora estava muito diferente e com pessoas, sim, desconhecidas. Já não lembro daquele rosto ao qual o nome eu já havia esquecido. 

Já de carona em um ônibus escolar, novas amizades, talvez novos rumos se trassavam. Descendo no conhecido, porém tão diferente lugar, parecia uma missão, uma busca, acho que de eu mesmo. De repente, assédio, respostas ao que eu precisava, sem mesmo ter perguntado... 

De repente, sua voz me chama:

- (...),(...)!

Retornei, era só o início de um sonho que se tornara em pesadelo e dele eu retornei ao ouvir a sua voz! 

Era só um pesadelo que naquele momento me atormentava;

Retornei, mas trouxe comigo as respostas do que não perguntei, 

Mas que por elas, eu há tanto aguardava. 


José Gomes 

São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Hoje é dia de pedir perdão

Perdão por minhas faltas do dia de ontem! 

Quando esse dia representa todo o meu passado! 

Perdão por ser um mau observador... 

Por muitas vezes não perceber quem esteve verdadeiramente do meu lado! 


Perdão por tropeçar em tão pequeninos obstáculos, 

Quando poderia ser evitado, se mais atento! 

Perdão por fingir não ter conhecimento de tantas coisas! 

Preferi o cômodo, a me deixar explodir, em tantos momentos! 


Perdão por engolir tantas palavras! 

Talvez por timidez;

Talvez por opressão... 

E em muitas, pra evitar minha estupidez! 


Perdão se hoje eu não lhe dei bom dia! 

Se o dia começou e eu ainda nem sabia...

Se já é alto sol e nem uma mensagem, um olhar sequer...

Pois saiba que eu começo antes mesmo que comece o dia! 


Perdão se as vezes eu engulo letras,

Troco-as de forma errônea;

É que muitas vezes escrevo na calada da madrugada...

Mas perdoa-me se não te conto o meu motivo da insônia! 


Perdão por tudo o quanto te falto! 

Muitas vezes, também por meu silêncio; é o meu jeito! 

Por favor, perdoa-me por tudo! 

Só nunca perdoe-me, se um dia, eu te faltar com o respeito! 


José Gomes 

São Francisco de Itabapoana, RJ-Brasil.

O ÓDIO CEGA!

O ódio cega!  Faz-me vagar à beira de abismos,  Tropeçar nas pedras da estrada,  Ver vultos no escuro, onde não há ninguém!  Faz-me seguir, ...